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NOVA IGUAÇU - Uma das maiores unidades
hospitalares da Baixada Fluminense referência
em atendimento de emergência na região
vem sofrendo diversas críticas da população
que precisa ser atendida na unidade.
Batizado de "matadouro" devido aos pacientes
que morreram enquanto estavam internados, o Hospital
Geral de Nova Iguaçu, conhecido como Hospital
da Posse, ainda é alvo de críticas
e muitas denúncias.
Os corredores lotados no setor de emrgência
mostra a falta de profissionais e materiais para
atender a população que busca ajuda
na unidade. A Secretaria Municipal de Saúde
nega as denúncia, porém, quem precisa
de atendimento na unidade denuncia a falta de
profissionais e materiais.
A segurança do hospital é denunciada
por fazer uma cerca triagem para ver quem vai
ser atendido ou não na Posse. Falta treinamento
especializado para alguns funcionários
da unidade que não atendem adequadamente
a população, denuncia um jornal
da cidade de Nova Iguaçu.
O programa de qualidade do governo federal ainda
não saiu do papel, o que torna a humanização do
atendimento um item importante inexistente. “A
Baixada sabe que o hospital é péssimo. Faltam
medicamentos e material cirúrgico, além de ortopedista
e outros especialistas. A prefeitura não toma
nenhuma providência e o povo é quem sofre as conseqüências”,
afirmou uma enfermeira que trabalha na unidade.
Como se não bastasse, a unidade está
em obras desde o ano passado, reduzindo ainda
mais o número de pacientes atendidos devido
a redução de espaço físico,
o que só aumenta a crise da saúde
no município, já que o hospital
é de responsalidade da prefeitura de Nova
Iguaçu. Até hoje, as obras não foram concluídas
e as dificuldades continuam.
Outro episódio de que o Hospital não
vem atendendo a população, é
denunciado pelo Jornal Hora H em reportagem onde
o mesmo afirma que ao levar o filho no setor de
emergência depois que o mesmo torceu o pé, a funcionária
pública da prefeitura do município teve que seguir
para um hospital de Nilópolis após ser recusado
no HGNI. “Mesmo com muita dor, eles não quiseram
recebê-lo, alegando que não tinha médico para
atendê-lo. Fiquei revoltada, principalmente com
atitude de um segurança estúpido quem nem permitiu
que entrasse para fazer a ficha”, denunciou a
funcionária.
Ainda de acordo com a reportagem, o clima de horror
no setor de emergência foi relatado por uma funcionária
do Hospital da Posse. De acordo com ela, muitos
pacientes são obrigados a permanecer sentados
ou deitados no chão enquanto são medicados. “Pelos
corredores lotados, a cena parece a de um matadouro.
Nós, funcionários ficamos estarrecidos e chocados,
mas não podemos fazer nada.
O pior é que a cada momento chega mais gente e
o caos aumenta. Ontem (na última sexta-feira),
uma senhora pedia pelo amor de Deus para conseguirmos
um leito para sua filha, mas dissemos que não
havia. O HGNI não comporta mais pacientes. Para
isso aqui melhorar, é preciso derrubar tudo e
reconstruir com mais espaço. É uma situação muito
degradante e difícil. E também muito forte”, desabafou
por carta a enfermeira.
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